Deputado Camilo pede afastamento imediato do governador Waldez


O deputado federal Camilo Capiberibe (PSB/AP) está pedindo à Procuradoria Geral da República (PGR) que requeira ao Superior Tribunal de Justiça o afastamento imediato do governador Waldez Góes, para que ele faça sua defesa fora do cargo.

“É justo que qualquer cidadão faça isso, mas fora do cargo de governador. Eu digo isso pensando nos servidores públicos e no povo do Amapá, prejudicados por ter um governador que não está preocupado em administrar, mas em fazer a própria defesa”. 

O governador “gasta sua energia para se defender no STJ”, segundo Camilo, e, por isso, o Amapá vive “uma crise enorme no setor da saúde; na UTI neonatal, abriu um buraco no chão. A coisa está realmente sem rumo. Nós vivemos sem água nas torneiras, sem direito à saúde, sem segurança pública, sem alimentação escolar de qualidade nas escolas”.

Recurso – Para o deputado, “já que se diz inocente e vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal” e “essa energia dispendida será maior”, Waldez poderá cuidar melhor da sua defesa se deixar o cargo.  Mas suspeita de uma absolvição: “A má notícia é que o STF já tem uma posição sobre esse tema, quando condenou, em 2016, o então deputado federal Roberto Góes, que é primo do governador na Ação Penal 916. A jurisprudência é pacífica”. A condenação é por não pagar as parcelas dos empréstimos consignados dos servidores da Prefeitura de Macapá.

Afastamento – Com o afastamento do governador, assumiria o vice – “assim é nossa democracia, a não ser que haja uma decisão superveniente que o afastamento do governador no primeiro ano do mandato implique em uma nova eleição. Acho que seria mais justo e que nosso partido também vai pleitear”. Waldez e seu vice estão sendo processados por uso da máquina pública na eleição passada.

Condenação - Waldez foi condenado pelo STJ nesta quarta, 06, na Ação Penal 814, a pena de 6 anos e 9 meses de prisão no regime semiaberto; pagamento de R$ 6,3 milhões atualizados ao estado do Amapá, além da perda do cargo. A Ação trata da denúncia contra Waldez por ter desviado para outros fins, nos anos de 2009 e 2010, os recursos das parcelas dos empréstimos consignados descontadas do contracheque dos servidores do Amapá e que deveriam ser pagas às instituições financeiras. 

Consignados – Em 2012, servidores do estado do Amapá apresentaram denúncia ao Ministério Público Estadual depois de serem cobrados pelas instituições financeiras por não pagarem as parcelas dos empréstimos consignados. O dinheiro era descontado do contracheque do servidor mas o governo do estado não repassou aos bancos, nos anos de 2009 e 2010. Os servidores ficaram com os nomes negativados, sem acesso ao crédito regular.  “Faz 4 anos que os servidores do estado do Amapá estão nas mãos dos agiotas por que não têm mais o direito ao empréstimo consignados, que é um juro muito mais baixo”. Em 2018, servidores protestaram em frente ao Palácio do Setentrião por que a situação voltou a se repetir.

Comentários

  1. Teve eleição em 2018 e era o momento pra tirar esse GENOCIDA do nosso ESTADO, mais o problema que 80% dos amapaenses se vendem por cargos , cabide de emprego por político bandidos.
    Não adianta aqui ficar falando muito pq ele sai e entra outra mesmice e cada vez o Amapá se afunda em sua clatera.
    Até quando seremos vítimas desta corrupção bandida. ������

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