Camilo Capiberibe promete derrubar veto das bagagens gratuitas em voos domésticos


Pelo twitter, o deputado federal Camilo Capiberibe (PSB-AP), prometeu derrubar o veto presidencial das bagagens despachadas gratuitas de até 23kg em voos domésticos.

"Bolsonaro vetou a gratuidade nos despachos das malas de até 23 kg nos vôos domésticos. Perguntado pelos repórteres sobre o veto que beneficia as empresas e que prejudica os consumidores ele respondeu: “Quer levar mais de dez quilos? Pague!” Vamos derrubar esse veto no plenário!"


https://twitter.com/CamiloPSB/status/1141138814112534531


Entenda:

Brasília — O presidente Jair Bolsonaro decidiu vetar a gratuidade de franquia de bagagem, que foi inserida por emenda parlamentar na medida provisória que abriu o setor aéreo para o capital estrangeiro. A MP, editada no governo Temer, foi aprovada pelo Congresso neste ano.
Durante a tramitação da medida, uma emenda foi inserida para prever que passageiros poderiam levar, sem cobrança adicional, uma bagagem de até 23 kg nas aeronaves acima de 31 assentos.
O Planalto informou nesta segunda-feira, no entanto, que Bolsonaro vetou essa regulamentação. O presidente tinha até esta segunda-feira, 17, para assinar o texto da lei, responsável por autorizar investimento de até 100% de capital estrangeiro nas companhias aéreas que operam rotas nacionais. Até então, o limite era de 20%.
O fim da cobrança por bagagem não fazia parte do texto original da MP. Ao incluir o dispositivo, os parlamentares argumentaram que os preços das passagens não baixaram desde que as aéreas foram liberadas a cobrar por bagagens. Já técnicos da Esplanada que defendiam o veto ao despacho grátis argumentavam que o modelo de negócios das low cost não comporta esse tipo de obrigação.
O Planalto soltou nota afirmando que o veto “se deu por razões de interesse público e violação ao devido processo legislativo”. O texto da lei sancionada, com os vetos, ainda não foi publicado no Diário Oficial da União.
Em café com jornalistas na última sexta-feira (14), Bolsonaro havia dito que uma das possibilidades era manter as alterações feitas pelos parlamentares e editar, em seguida, uma nova medida provisória com regras específicas para empresas aéreas de baixo custo, conhecidas como low cost. Ao fim, no entanto, Bolsonaro acabou vetando as alterações.

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